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"Eu,
Sinuhe, filho de Senmut e de sua mulher Kipa, escrevo isto. Não
o escrevo para a glória dos Deuses da terra de Kan porque estou
cansado de deuses, nem para a glória dos faraós porque estou cansado
de seus feitos. Tampouco escrevo por medo ou por qualquer esperança
no futuro; escrevo para mim, apenas. O que vi, conheci e perdi durante
a minha vida, foi coisa demasiada para que me domine um vão temor;
e, quanto a algum desejo de imortalidade, estou tão exausto disso
quanto dos deuses e dos reis. É apenas por minha causa que escrevo,
por tal motivo e essência, diferindo eu de todos os escritores passados
e vindouros".
O
egípcio, de Mika Waltari
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